Azeite

A marca Barbadão de Veiros

O Azeite do Barbadão de Veiros tem origem em 60 hectares de olival em sebe das variedades Arbequina, Arbosana e Koroneiki. 45 hectares encontram-se em modo de produção integrada e 15 hectares em modo de produção biológica, ambos certificados pela entidade certificadora CERTIS.


O nosso azeite exibe, habitualmente, uma cor intensa que pode variar de verde esmeralda a verde dourado. Dependendo do ano, apresenta notas fortes frutadas, e/ou de ervas frescas. O sabor é robusto e por vezes um pouco picante, mais acentuado na variedade Koroneiki. Apesar de todas as características intensas, o equilíbrio entre o amargo, o picante e as notas frutadas resultam num azeite muito harmonioso e de excelência.

A História do Barbadão de Veiros

Em 1377, Inês Pires, filha de Pêro Esteves, deu à luz, em Veiros, uma criança fruto de uma relação extraconjugal com Mestre de Avis.

Quando Pêro Esteves, seu pai, soube do acontecimento e achando que o pai da criança, Mestre de Avis e futuro D. João I, Rei de Portugal, não assumiria a paternidade, diz a lenda que procurou vingança e jurou nunca mais cortar a barba como manifestação do seu desgosto.

Filho bastardo do futuro D. João I, foi perfilhado em 1401. D. Afonso (primeiro duque da casa de Bragança) casa com D. Beatriz, filha única do Condestável do reino, Nuno Álvares Pereira, herdeira de um património considerável. Da união das duas casas surge a Casa de Bragança e, D. Afonso, nascido em Veiros, o primeiro Duque de Bragança.

Apesar de D. João I ter assumido a paternidade do filho ilegítimo quando D. Afonso tinha aproximadamente 20 anos, Pêro Esteves nunca mais cortou a barba tendo assim nascido um alcunha que deu origem a esta lenda, o Barbadão de Veiros.


Quem é quem

Inês Pires

Nasceu em Veiros, filha de Pêro Esteves. Foi amante de D. João I de Avis, de quem teve um filho ilegítimo (D. Afonso).

Pêro Esteves

Nasceu em Veiros e por vergonha da relação ilegítima da sua filha, Inês Pires com Mestre de Avis, prometeu nunca mais cortar a barba, ficando conhecido pelo Barbadão de Veiros.

D. Afonso

Filho ilegítimo de D. João I de Avis com a sua amante Inês Pires (filha do Barbadão de Veiros)

A arte do bom Azeite

A qualidade do nosso azeite depende do cuidado com as azeitonas desde o olival. Manter o olival bem cuidado e podado é essencial para o crescimento saudável das oliveiras e uma produção consistente. Controlamos as ervas daninhas nas linhas das oliveiras e e nas entrelinhas utilizamos a técnica de mulching (deixando crescer livremente as ervas e apenas utilizando o corte e deixando a matéria orgânica toda no solo).    A rega é feita de forma eficiente com tecnologia para optimizar o uso da água.


Priorizamos o controle preventivo de pragas e doenças através da monitorização constante do olival. A fertilização é feita com base em análises de solo e foliares para atender às necessidades das plantas.


A colheita das azeitonas é feita no momento ideal para garantir a qualidade do azeite, precedida por análises das próprias azeitonas. A produção do azeite ocorre no lagar por métodos mecânicos e a frio, preservando o melhor das nossas azeitonas.



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